Todos vamos ser Empreendedores!

Por opção ou simplesmente porque, tal como fomos encaminhados a ser trabalhadores, empregados, funcionários, colaboradores, no futuro todos vamos ser Empreendedores!

A histórias conta-se de forma rápida.

Era uma vez os anos 80

Anos 80 do Sec. XX e a vida corria de feição – a economia a crescer, os mercados a abrirem-se – o choque do petroleo já tinha sido esquecido e os ex-hippies enamoraram-se da economia de mercado. Os seus filhos, os yuppies (lembram-se de Alex P. Keaton (Michael J. Fox) de Quem sai aos seus?) – começaram a surfar a onda do crescimento e perspectivar grande riquesa e abundãncia de forma facil – bastava seguir a receita – uma boa universidade, uma boa empresa, uma boa industria e a atitude e os amigos certos.

As coisas corriam bem e de forma previsível – mais crash menos crash da bolsa – até o muro de berlim veio abaixo.
Por momentos pensámos que era o fim da história e Fukuyama elaborou essa tese, que tínhamos chegado ao fim – democracia + economia de mercado = solução optima para as sociedades – nada mais vai acontecer:
“What we may be witnessing is not just the end of the Cold War, or the passing of a particular period of post-war history, but the end of history as such: that is, the end point of mankind’s ideological evolution and the universalization of Western liberal democracy as the final form of human government.”

E realmente os anos 90 foram anos extraordinários para a democracia e a economia de mercado.

Mas um dia…

E actualmente temos:

  • instabilidade nos mercados
  • crise da divida publica alastra na Europa
  • instabilidade politica na UE
  • instabilidade politica na Europa Sul
  • divida dos EUA começa a ser questionada
  • o Euro continua? como?

De repente parece que o sistema economico-politico-social começou a desmoronar.

E os pilares começaram a ceder

Mas mais importante do que sentir e perceber o que se passa no geral é ver o desmoronar de instituições que eram os pilares deste sistema e que nos assegurava a estabilidade pessoal. Estas instituições em quem confiávamos para tornar o mundo mais previsível estão a desaparecer, ou a definhar:

  • Os bancos (falências, fraudes, abusos, chipre!,…)
  • Os Estados e as suas protecções sociais (mais impostos/cortes, menos serviços, Seg. Social em risco)
  • As empresas (fraude, estagnação, outsourcing, overwork…)

Por isso, o que temos hoje e para o futuro é um mundo mais imprevisível e com menos segurança.

Um Mundo (do) Novo

Mas também é um mundo com mais possibilidades e mais liberdade. As instituições que nos protegiam também nos agarravam, nos mantinham no script – sacrificávamos a liberdade pela segurança e no limite não éramos quem queríamos mas o que queríamos que fossemos – empregados, funcionários, colaboradores – dress-code, horários, hierarquia, regras de conduta, e salário. O Salário é o melhor sistema de fidelização já realizado – se te portares bem e cumprires o “teu” dever recebes um salário ao final do mês.

Todos vamos ser Empreendedores, não porque vamos ter todos a nossa empresa mas porque um empreendedor é alguém que aprende a lidar com a incerteza, que trilha o seu caminho e segue um sonho entre a visão e o pragmatismo. Se aceitarmos que o mundo já não é previsível que as redes de suporte que tínhamos estão a falir o único caminho é trilharmos o nosso.

Para desbravar esse caminho precisamos de assumir uma atitude Empreendedora:

  • acreditar em nós e nos que nos rodeiam
  • conectar-nos com o mundo e com os outros.
  • aprender constantemente
  • escutar e observar o que se passa à nossa volta
  • ter curiosidade
  • utilizarmos todas as nossas capacidades – mentais, emocionais, sociais
  • não ter medo de falhar, nem ter vergonha, nem procurar aprovação social
  • aprender com os erros
  • liderar
  • convencer os outros
  • ser nós próprios de forma mais autêntica
  • sermos pragmáticos sem perder a visão e o sonho de vista
  • fazer e entregar

Parece difícil e estranho – estávamos tão bem no nosso escritório a gerir através do nosso computador, a ir a reuniões, a ouvir música na rádio, a fazer likes no Facebook,… – a festa acabou, ou melhor, a festa vai começar e somos nós os anfitriões!

Alguns estarão a pensar “Não é verdade, porque…” alimentanto a racionalidade e a voz do julgamento de quem não quer ver o que se passa e se defende com argumentos.
Outros irão distanciar-se destas ideias e ridiculariza-las – “é um disparate, é ridículo” – de forma emocional ouvindo a voz do cinismo.
E ainda outros irão perceber, aceitar mas hesitarão porque dentro da sua mente alguém lhes está a dizer “Eu não consigo” (a voz do medo).

A história apenas está a começar – take the red pill!

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About Hugo

Consultant, Trainer, Facilitator and Mentor. I discover and develop market opportunities using my experience and knowledge of marketing, digital business, product development and strategy and leveraging on my leadership and team management skills. I have a broad experience in creating new products, new business ventures and knowledge of many different areas such as sales, legal, finance, IT and HR to be able to turn ideas into solid results.
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